Monitores (in-ears)

1) Por que usar Monitores In-Ear para Músicos?
Em primeiro lugar, vamos entender uma coisa. É fácil iniciar o uso de monitores in-ear ou IEM e não há necessidade de se gastar uma fortuna.
Primeiro vamos quebrar um mito, começar a usar monitoração in ear não é um bicho de sete cabeças e nem é preciso desembolsar uma fortuna para isso.
Esclarecido este ponto muitos acham que somente os grandes artistas podem usar monitores personalizados e, que provavelmente você como músico de apoio não terá dinheiro para comprar um, muito menos o sistema de monitoração sem fio e um fone personalizado. Além do mais pode ser que seu grupo nem tenha um técnico de monitor fixo que possa manter uma consistência da mix que você tem em seus melhores sonhos.
O que pode ser feito neste momento então? Largue os antigos caixotes de retorno e use um sistema de monitoramento in-ear para músicos.

2) Como Começar
Começar a utilizar monitoração IEM é muito fácil! Em primeiro lugar, você deve entender que um fone bem moldado e personalizado é essencial para a qualidade final de um sistema de IEM. Sem o uso de um bom molde você pode continuar usando caixas de monitor. Afinal, ninguém compra um super equipamento de som para casa e liga um par de caixas feitas no fundo de quintal. Sem componentes de qualidade e sem uma adaptação perfeita do molde à sua orelha que bloqueie o som do palco, você estará desperdiçando seu tempo e dinheiro.
Em segundo lugar, faça uma avaliação realista da configuração de equipamentos que você já está usando. Há uma boa chance de que dependendo de sua configuração, você já possa começar com poucas ou sem qualquer modificação.

3) O fone personalizado
Conforme mencionado acima, a decisão por um fone personalizado terá um grande efeito sobre sua capacidade de desfrutar de todos os benefícios disponíveis pela tecnologia de IEM. Os mini fones típicos (parecido àqueles que acompanham os ipods) são muito bons para se ouvir Cd´s ou MP3, mas não foram projetados para um monitoramento IEM. Pense nisso. Os fabricantes fazem esses fones de forma que os sons externos (tráfego, sinais de alerta, etc.) ainda possam ser ouvidos.  Não é isso que você quer no palco, mesmo que seu show seja intimista e o ruído do palco seja baixo. Mesmo assim, não seria o ideal. Definitivamente os fones que são vendidos com os tocadores de CD ou de MP3 portáteis não são para monitoramento IEM profissional.
Se você usa amplificadores de fones ou sistemas IEM sem fio para que ouvir sua mix de monitor com fones tradicionais, o nível de som dos fones intra ou abertos pode alcançar rapidamente um nível perigosamente alto. Não deixe que os plugs de borracha genéricos disponíveis no mercado enganem você.  Eles não oferecem mais redução de ruído do que qualquer fone comum. São projetados apenas para manter os fones bem firmes em sua orelha.

4) Quais seriam as alternativas?
A Westone, especialista em monitor in-ear personalizados desde 1959 é a empresa por trás de duas das linhas de monitores in-ear mais famosas da história da música, desenvolveu um monitor universal para músicos. A série UM oferece o fones IEM  de qualidade profissional mais acessível do mercado. Esses monitores utilizam o sistema de acoplamento usando espuma compressível, ou podem ser personalizados. Dessa forma passam a usar como acoplamento ponteiras moldadas que são feitas para completo vedamento de seu conduto auditivo. Permitem assim que você ouça no volume que você escolher, que não precisará ser muito alto porque o vazamento do som do palco terá sido reduzido drasticamente. Isto é essencial se você quer manter sua audição intacta por mais tempo. Você poderá ainda verificar como é boa a sensação de usar um verdadeiro par de monitores IEM profissional.

5) Benefícios Gerais
Os monitores in-ear podem fazer uma grande diferença na forma como a sua banda toca. Você vai se ouvir de forma mais clara no palco. Poderá escutar no volume que escolher, dependendo de sua configuração, e pode ter até seu próprio mix de monitor. Em muitas casas de show, o público poderá ouvir a mix PA sem o vazamento dos monitores do palco. Você poderá dar adeus às caixas de retorno e ter mais espaço no palco. Os monitores in-ear são mais rápidos e fáceis de ajustar que qualquer outro amplificador de instrumento ou caixa de retorno de alta potência e, você não terá que sair por aí carregando todo este peso. O empresário vai adorar a diminuição de custo com reduçao de peso de seu backline e ainda obterá um significativo ganho em qualidade na mix do PA.
Talvez o melhor de tudo, uma vez que você vai eliminar o ruído do palco e manter a sua mix mais baixa em um volume razoável, é que você irá proteger sua audição por muitos anos.
Agora sabendo de tudo isso, o que você está esperando? Os monitores in-ear a preços razoáveis já chegaram. Use nosso website para saber mais sobre os monitores in-ear. Se ainda tiver perguntas, mande um email para audicare@audicare.com.br e faremos o possível para tirar suas dúvidas quanto a monitores universais e personalizados.
A Audicare, representante exclusiva da Westone dispõe de uma ampla linha de produtos para músicos, inclusive proteção auditiva, monitores de ajuste universal e monitores personalizados iguais àqueles que seus heróis usam.
Proteção Auditiva para Músicos

6) Orientação sobre Sons
Independente da forma como se olha, existe apenas uma fórmula básica que leva à perda auditiva:

TEMPO + EXPOSIÇÃO = PERDA AUDITIVA

Muitos de nós esperamos até que seja tarde demais para fazer alguma coisa. Isto pode acontecer porque os sinais de alerta desaparecem após um período de repouso, e porque você acha que é invencível. Mas até que você perceba que há um problema, a perda auditiva já terá se instalado. Se quiser fazer alguma coisa sobre sua audição, você tem 3 opções:

7) Abaixe o Volume: Estratégias para controlar o volume na fonte
Veja a seguir algumas estratégias simples que você pode usar para abaixar o volume.
Cada situação é única e pode ser que algumas das idéias não funcionem para você (ou em seu ambiente). Você pode tentar combinar algumas idéias de proteção passiva da audição ou usar um monitor in-ear. Esta seção aplica-se principalmente à música amplificada. Se você faz parte de um grupo com bateria e percussão, ou de uma orquestra, a proteção passiva de audição pode ser a melhor solução para sua situação.

BATERIA
Tente usar baquetas menores ou Blasticks/Hotrods. Pense na possibilidade de usar tambores menores para reduzir o volume. Use material de abafamento nas pontas, fitas, toalhas e, anéis de tom podem reduzir o volume de forma efetiva. Um pouco de experimentação e compromisso irão reduzir o volume e produzir resultados decentes e com boa tonalidade.

GUITARRA
Com os pedais e as caixas de efeito mais descoladas jamais inventadas, o guitarrista tem muito em seu arsenal para ajudar a reduzir o volume e, ainda assim produzir um bom som. Use um compressor com baixo volume para ajudar a suavizar as coisas e dar a sensação de um som mais pleno.

BAIXO
Um pequeno amplificador elevado do chão e angulado em direção às suas orelhas pode ajudar. Use um compressor para abafar um pouco o som. Muitos músicos usam um amplificador no palco para monitoramento o PA carrega muito do fundo de graves.

TECLADO
Abaixe o volume e use um equalizador para ajudar a expandir os sons. Tente trazer os alto-falantes para perto do nível da orelha.

SOPRO
Coloque os músicos de sopro em um tablado para que o som seja dirigido por sobre as cabeças dos outros músicos. Painéis de plexiglass podem ser usados para refletir o som.

8) Proteção Passiva de Audição
A forma mais comum de proteger sua audição é usando a proteção passiva (um protetor auditivo). Mas antes de sair correndo para a loja do bairro e comprar algum tipo de espuma ou plástico genérico para seus ouvidos, entenda o que acontece com o som quando você usa este tipo de protetor auditivo. Uma grande parcela de sinais de alta frequência da música será perdida. Ao passo que pode parecer ótimo para aqueles que adoram freqüências graves, muitos de nós gostamos de ouvir as altas freqüências.

9) Qual é essa Frequência?
Muitas soluções de ajuste genérico para proteção auditiva são criadas somente com uma coisa em mente – máxima atenuação (redução de ruído). Talvez seja ótimo se você estiver trocando os pneus na loja local, mas para os músicos e os amantes de música isto não basta. Para a maioria dos protetores auditivos, quanto maior a frequência, maior a atenuação ou redução de volume. A música fica abafada e esta é uma das razões pelas quais muitos músicos rejeitam a proteção auditiva.

10) Como vou saber que funciona para você?
Depende do tipo e do volume de música que você está tocando ou ouvindo, assim como seu nível de exposição semanal a sons intensos. Qual a frequência dos ensaios, você pega metrô, anda de motocicleta, freqüenta ambientes com barulho? Todas essas variáveis devem ser levadas em consideração ao escolher o tipo e a frequência de uso da proteção auditiva. A perda auditiva é acumulativa, ou seja, o tempo total de exposição e o loudness do som combinados é que contribuem para a perda auditiva. Somos todos tão únicos que duas pessoas expostas às mesmas condições podem diferir drasticamente na quantidade de perda auditiva que apresentam.

11) Veja só!
A melhor forma de determinar a carga de ruído é entrando em contato com um médico otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo, especialista em audiologia para avaliar sua audição. OK, você deve estar pensando, “venha viver no planeta que eu vivo…”. Acredite não custa muito fazer algumas ligações e verificar se a opção é viável. Agora você está pensando: “venha viver no meu bairro…”. Se a avaliação profissional não é uma opção para você, vá até uma loja de equipamentos de som e compre um medidor de dB. É uma ferramenta muito boa para manter sempre em sua sacola de equipamentos. Abra um caderno e faça anotações da sua carga de ruído. Independente de tocar flauta em uma orquestra ou bateria em uma banda de rock, você ficará surpreso com o que empurra para seus ouvidos.

12) Procure um profissional
Apesar de o atendente da loja de amplificadores dizer de forma convincente que “ficou na frente de uma pilha de amplificadores por anos e nunca teve perda auditiva”, ele está falando das orelhas dele e não das suas. Um profissional da área de audiologia pode ajudar a responder suas perguntas com uma história real, sem retórica. Você pode fazer um teste de audição e descobrir qual é sua situação. Você pode obter bons conselhos sobre estratégias que permitirão que você esteja em controle de toda a exposição de ruído. A Audicare é especializada na preservação da audição de músicos e fará uma avaliação audiológica completa, de alta freqüência (até 16KHZ) e exames complementares que poderão te auxiliar na preservação auditiva e atender de maneira personalizada. Ligue agora mesmo, para marcar uma consulta ou marque uma consulta pelo audicare@audicare.com.br

13) Lembre-se de Volume e de Duração
A perda auditiva induzida por ruído está diretamente relacionada à intensidade dos sons e à sua duração, ou tempo de exposição aos sons. O tempo total de exposição é o que acaba levando à perda auditiva. Seu corpo dá sinais de alerta, mas muitas pessoas não agem com base nos sinais até o momento em que já é tarde demais.

14) Qual é minha conta?
Pode ser útil pensar em termos de uma conta bancária. Todas as vezes que você se expõe a sons intensos, você está fazendo uma retirada de sua conta. Como comprovante de retirada, seu corpo marca um equivalente físico. Suas orelhas parecem estar cheias de algodão, às vezes há um pequeno sininho nas orelhas, ou a voz das pessoas parece abafada. Esses são sinais de perda temporária de limiar – é a forma que seu corpo encontra de avisar que a conta está no vermelho.

15) Qual é a resposta? Protetor auditivo para músicos!
Os protetores auditivos ES49 foram projetados especificamente para reduzir o volume, mas não alteram a resposta de frequência da música. Você consegue ouvir a música com todas as suas sutilezas e nuances, mas em volume menos intenso. Há filtros especiais que podem ser colocados em moldes personalizados. Esses filtros permitem que você tenha a quantidade de atenuação correta para sua situação e os moldes personalizados garantem conforto, são efetivos e quase invisíveis (se fizer questão).

16) Faça um favor aos seus ouvidos
Na próxima vez que sair de um ensaio, uma apresentação ou um show, pense nisto. Mesmo que os aparelhos auditivos tenham avançado muito nos últimos anos, nenhum deles substitui 100% a audição que você tem. Os recursos e as ferramentas estão aí; basta manter o compromisso de proteger sua audição.

17) Conservação Ativa
Nos últimos anos, houve uma revolução na música ao vivo. É uma revolução que pouco se vê, mas que pode certamente ser ouvida. Do rock ao jazz, do country ao hip hop, os maiores nomes da música passaram a usar monitores in-ear para maximizar a qualidade de suas apresentações ao vivo. Já foi o tempo de monitores pesados e volumosos e de volume ensurdecedor. Também foi o tempo do som abafado e das performances desafinadas – pois o músico não conseguia ouvir o que estava fazendo.
Sozinho ou com seus parceiros de grupo, os monitores que a maioria dos profissionais passou a usar desde o começo dos anos 90 foi criado e fabricado pela Westone Laboratories. Com quase 50 anos de conhecimento e experiência com o ouvido humano, um engenheiro elétrico, audiologistas e músicos nas equipes de criação, a Westone é especialista em in-ear e conta com a seriedade e especialidade da Audicare no Brasil, sob a supervisão da Dra. Katya Freire nos atendimentos a músicos e técnicos de áudio.
Como Lutar contra a Transpiração e a Umidade

18) Como lutar contra a transpiração
O arquiinimigo mais negligenciado dos monitores in-ear é a transpiração. A umidade dentro dos monitores nunca é uma boa coisa e pode causar uma disfunção temporária. Em situações raras, os monitores podem até desenvolver problemas permanentes.
Assim, o que você pode fazer para que seus monitores fiquem seguros? Infelizmente, não há como lutar contra a transpiração durante um show. O esforço físico da apresentação combinado com o calor inevitável da iluminação do palco não vão ajudar as coisas e podem fazê-lo perder seu bom humor.
No entanto, temos boas notícias: nós humanos não transpiramos dentro das orelhas. Assim, se tiver uma boa vedação com os monitores, não terá problemas de transpiração até que os remova da orelha.
Há ainda uma coisa, que você pode fazer antes de tirar os monitores que pode ajudar a diminuir as chances de estragá-los por causa da transpiração. Antes de remover os monitores, use uma toalha para enxugar as orelhas, as laterais da face e o cabelo sobre as orelhas.
Após remover os monitores, não os deixe ao redor do pescoço onde estarão expostos a mais umidade. Coloque-os de volta na caixa, de preferência uma caixa com desumidificador. Usado de forma constante e correta, o desumidificador irá remover toda a umidade que pode ter ficado presa nos monitores.
Se você tem os monitores personalizados Elite Series, eles já são apresentados em uma caixa à prova de água e de queda que inclui um desumidificador. Recomendamos que use o desumidificador somente se há transpiração dentro dos monitores. O desumidificador pode ser recarregado no microondas. As instruções estão dentro da caixa.
Para os usuários de Monitores Universais, oferecemos esta caixa separadamente ou você poderá levar um desumidificador de baixo custo para armazenar os monitores. Apesar de mais caros que essas opções apresentadas aqui, também funcionam para proteger os monitores in-ear.
Como o monitoramente in-ear pode ajudar um grupo religioso.

19) Monitoramente In-Ear: O que é? Como pode ajudar um grupo religioso?
Baixo: "Você pode aumentar o baixo no monitor?"
Vocalista: "O piano está muito alto na mix."
Membro da Congregação: "É difícil de entender as palavras."
Teclado: "O guitarrista está sempre aumentando o volume e eu não consigo me ouvir."
Pastor: "Vocês podem, por favor, diminuir o volume, alguns membros da congregação estão reclamando."
Alguns desses comentários podem parecer familiares. No entanto, em mix usadas para funções religiosas, há uma série de coisas que devem ser abordadas. Conforme a tecnologia continua a avançar, fica óbvio que os grupos religiosos não podem estar isolados desses avanços.

20) O que é?
O conceito de monitoramento in-ear é bastante simples. Introduz um sinal de alta qualidade na orelha do músico, um sinal que permite que o usuário ouça claramente o mix a qualquer volume. Originalmente usado apenas por profissionais top do mercado, em função dos custos envolvidos, os monitores in-ear já existem desde meados de 80. Os benefícios para os músicos e os engenheiros de som ficam claros imediatamente: melhor som, melhor imagem estéreo, menos esforço vocal, portabilidade, aumento de ganho antes do feedback e, menor volume no palco. Felizmente, não levou muito tempo para que os fabricantes de equipamentos de som vissem que esta tecnologia abria uma nova categoria de equipamentos e que as aplicações desta nova tecnologia, em todos os níveis de performance, seriam benéficas. Desta forma, muitos fabricantes lançaram produtos para atender a crescente demanda pelo produto.
O benefício dos monitores in-ear é que o músico pode ter o mix que desejar em qualquer volume. Isto dá ao engenheiro um melhor isolamento, pois os grandes monitores no palco vazam para os microfones ao redor, o que afeta e compromete a mix geral.

21) O que há de errado com as caixas de retorno de palco?
Teoricamente, não há nada de errado com as caixas de retorno no show. Elas funcionam como um sistema de som na frente do palco, que é virado e voltado para a banda. Se o grupo estiver apenas ouvindo e cantando com a congregação, não há problema, mas não é este o caso. O grupo tem que se ouvir e, cada pessoa da banda tem uma versão um pouco diferente do que gostaria de ouvir. Vejam alguns problemas típicos: ao usar as caixas de palco você reduz o ganho acústico possível antes do feedback. Você introduziu uma nova fonte sonora no palco, que terá que ser mais intensa do que outros amplificados no palco. Além disso, você adicionou baixas frequências de pior qualidade para as pessoas sentadas nas primeiras fileiras.
Vamos então resolver estes problemas. Normalmente a equalização para sistemas de monitores é usada para ajustar as frequências que estão causando o feedback nos monitores para que o ganho possa ser aumentado. No entanto, a cada ajuste feito no equalizador para controle de feedback, a fidelidade do som que o músico ouve do monitor pode estar comprometida. Lembre-se também de que o som de baixa frequência é omnidirecional e mesmo com grande controle sobre o volume dos monitores, os alto-falantes dos monitores ainda adicionarão informações indesejadas de baixa frequência para o som da frente.

22) Como os monitores in-ear podem ajudar?
Todas as desvantagens associadas com os sistemas tradicionais de monitoramento podem ser resolvidas com o uso de monitores in-ear. Eles oferecem o mesmo nível de clareza e de controle de volume que oferecem os fones de ouvido. O feedback potencial entre os microfones e os monitores de retorno é eliminado. Se os músicos no palco estiverem usando os monitores in-ear, os músicos podem ouvir o sinal do monitor no volume que escolherem, sem afetar a pessoa ao seu lado. Mesmo se alguns músicos ainda preferirem usar os monitores de palco, aqueles que tiverem o in-ear poderão usar o volume desejado sem afetar seus colegas ao lado. Com os monitores in-ear, o mix que cada músico ouve pode ser um mix estéreo completo e de alta qualidade (dependendo do número de mixes exigido e a disponibilidade de saídas) ou somente os instrumentos e a voz que os músicos no palco precisam ouvir. A capacidade de monitorar em estéreo pode ser positiva. Quando se roda em mono, com a adição de mais instrumentos, fica cada vez mais difícil selecionar um instrumento específico no mix, especialmente quando os instrumentos estão na mesma faixa de frequência (duas guitarras acústicas ou duas vozes, por exemplo). No entanto, se um deles for um pouco para a esquerda e o outro para a direita, a capacidade que o músico tem de focar seu próprio instrumento fica muito aumentada.
Se você tiver a capacidade de rodar múltiplos sinais de monitor e agrupar os vocalistas, os instrumentos de fundo e os solistas com seus próprios mixes, o sinal do monitor de cada grupo de músicos pode ser exatamente o que eles precisam. Além disso, o primeiro passo é a eliminação dos monitores de retorno no palco para conseguir a redução de volume que pode realmente beneficiar todos na parte da frente. O uso dos monitores in-ear pode levar ao posicionamento remoto de amplificadores, o uso de modeladores de amplificador ou sua ligação direto na mesa. Uma boa banda faz seu próprio mix. Basta que os membros da banda possam se ouvir claramente. Lembre-se de que a palavra chave para o engenheiro é isolamento. Usar o monitor in-ear é um dos primeiros passos para dar ao engenheiro de som este tipo de controle em uma situação de som ao vivo.

23) Não há nenhuma desvantagem
Tudo parece muito bom, mas você deve estar pensando: “Nunca ouvi falar em um sistema que dá todos os benefícios do monitor in-ear sem que tenha aí alguma desvantagem.”
Alguns músicos com os quais você trabalha irão se apossar da tecnologia e simplesmente adotá-la imediatamente, pois honestamente, em alguns casos eles não sabiam que existia um mix de monitor tão bom. Outros músicos podem levar mais tempo para se adaptar, pois é uma forma diferente de ouvir a música, sua voz ou instrumento. Vai levar mais tempo e exigir mais de você para que esses músicos se sintam bem com a tecnologia.

24) Como você pode ajudar?
Vá com calma para fazer a transição para este tipo de tecnologia. Não tente usar mixes wireless estéreo de um dia para outro. Comece com a bateria, faça um bom mix para o baterista. Veja os diferentes tipos de equipamentos que podem ser usados para obter o sinal de monitor da bateria. O equipamento que é usado pode ser tão simples quando um amplificador de distribuição de fones (como o usado em estúdios de gravação) ou transmissores e receptores sem fio e dedicados. O tipo de fone deve ser também considerado. Independente da qualidade do hardware, o som será tão bom quanto o fone. Os bateristas com kits acústicos precisarão de um fone que faça oclusão (ou seja, o fone reduz o som ambiente) em oposição a um não oclusivo (oferece pouca ou quase nenhuma proteção). Esta redução de som ambiente é muito importante por duas razões. Primeiro, o fone reduz o volume da bateria para que o baterista não tenha que usar o volume do fone a níveis extremamente altos somente para compensar o kit acústico. Em segundo, a mix dos fones permite que o baterista ouça a bateria em relação aos outros instrumentos e vozes da mix.

25) O que há disponível? O Hardware
Conforme dissemos antes, há uma grande gama de produtos que podem ser usados para se obter os sinais de músicos no palco. Há vários tipos de sistemas de distribuição de fones disponíveis. O mais simples é um amplificador de distribuição de fones. Você pode usá-lo para monitorar o mix com múltiplos usuários. Há ainda alguns sistemas que permitem que você tenha um sinal extra em cada canal. Isto permite que todos os músicos compartilhem o mesmo mix básico e adicionem seus instrumentos em seu canal de amplificador de distribuição, equilibrando os dois para que possam ouvir a mix com seu instrumento em destaque, sem afetar outros músicos no palco. Alguns desses tipos de amplificadores de fones e sistemas de distribuição são versões montadas em racks, outros são projetados para serem montados ao lado de cada um no palco. Alguns desses sistemas de palco permitem que os músicos façam o ajuste completo de sua mix.
É importante parar agora e fazer uma distinção entre os amplificadores de distribuição de fones e o equipamento de monitoramento in-ear para músicos. Tradicionalmente, os amplificadores de distribuição de fones foram projetados para serem usados em um ambiente controlado, como um estúdio de gravação.
Felizmente, os locais de rezas são ambientes controlados e este tipo de equipamento pode ser usado. Mas há um aspecto de segurança da audição que esses músicos que usam os fones precisam considerar, especialmente se houver uma combinação de amplificadores, caixas de retorno, e monitores in-ear. Você deve considerar a compra de limitadores (você precisará de um para cada monitor enviado). Isto irá permitir que você determine um teto de volume máximo.
Os fabricantes de equipamentos de monitoramento in-ear oferecem várias formas de se usar o monitor in-ear de forma fácil, conveniente e segura. A peça básica do equipamento em um sistema de monitoramento in-ear dedicado é o transmissor. Normalmente, ele tem um controle de volume, algum tipo de limitador e um tipo de controle de balanço que permite que o músico faça a mix dos canais. O técnico vai fazer o dial up de dois monos. Por exemplo, um mix pode ser mais forte em vocal e o outro em instrumentos. O músico, dependendo de quanto quer ouvir, pode usar este controle para ajustar o mix conforme o que deseja. O baixista pode ter um mix baseado em instrumentos, com somente o suficiente de voz para manter o ritmo, ao passo que o vocalista fará o oposto para ouvir de forma mais clara e alcançar as notas harmônicas. Este pacote pode ser com fio, cujo sinal vem das saídas do monitor ou do auxiliar da mesa de mixagem, ou pode ser sem fio, recebendo sinal do transmissor que recebe seu sinal da saída do monitor ou do auxiliar.    
Além disso, muitos dos fabricantes de equipamentos in-ear estão também lançando acessórios que possibilitam aumentar ou expandir as saídas do console de mixagem. Isto permite uma mixagem mais individualizada do monitor sem ter que substituir o console que você já usa.

26) O que há disponível?
O Fone

A primeira regra dos fones: independente do quanto o hardware for sofisticado, ou da capacidade de seu técnico, se os fones escolhidos forem de baixa qualidade, os músicos não terão uma boa experiência. Há vários tipos de monitores in-ear disponíveis, de produtos genéricos bastante acessíveis a fones completamente personalizados com múltiplas saídas e com resultados inacreditáveis.
A primeira consideração na escolha de um fone é se ele deve ser um fone oclusivo ou não-oclusivo. O fone oclusivo reduz o som ambiente para que o usuário tenha controle sobre o volume. É como se estivesse usando um protetor auditivo com um alto-falante dentro dele. Um não-oclusivo funciona como um fone comum. Ele permite que o usuário ouça o sinal que é enviado para ele, mas o sinal será ouvido acima dos sons do palco e ele terá que aumentar o volume até níveis que possam vir a ser prejudiciais.
Há dois tipos de transmissores normalmente usados nos equipamentos de monitoramento in-ear – o transdutor dinâmico, mais comumente encontrado no estilo do fone comum, e o transdutor com drivers balanceados. Cada um deles tem seus pontos fortes e fracos. Em 70 a 80% dos modelos disponíveis no mercado, os fabricantes usam este desenho com drivers. A diferença funcional mais significativa entre os dois desenhos é que os transdutores dinâmicos não exigem uma vedação acústica ao passo que o modelo com driver balanceado exige isso. Isto leva a um som diferente produzido por cada tipo. O transdutor com driver balanceado produz uma resposta mais flat.
Você terá que considerar os modelos personalizados versus os modelos genéricos. Para o uso por um grupo religioso, os modelos genéricos são a melhor escolha, pois às vezes há múltiplos grupos que se revezam na liderança musical da congregação. Os melhores modelos genéricos permitem o uso de olivas genéricas substituíveis ou mesmo fones personalizados para satisfazer as questões de higiene.

27) E agora?

O uso do monitor in-ear continua a crescer. Juntamente com o crescimento da tecnologia, a facilidade de uso continua a se expandir. Se os benefícios do monitoramento in-ear parecem interessantes, faça sua lição de casa. Fale com seu grupo e descubra qual seria o monitor ideal para vocês. Vá com calma, comece do básico e expanda com atenção seu sistema de monitores in-ear. As vantagens de controle para o técnico, a liberdade de dar a cada membro do grupo uma mix que seja ideal para ele sem afetar a mix dos outros, a redução do volume no palco e um palco sem tantas coisas pelo chão são benefícios do uso de monitores in-ear. A escolha de se usar um monitoramento in-ear pode ser o próximo passo necessário para que seu grupo religioso entre em uma nova era.